A história do espartilho e os tipos de espartilhos

Olá meninas, tudo bom? essa é o segundo dossiê sobre espartilhos que publicamos no blog, e espero que vocês gostem, se querem ler o primeiro, clique AQUI

CORSETS

A história da lingerie começa por volta do segundo milênio antes de Cristo. Em Creta, as mulheres usavam um corpete simples que sustentava a base do busto, projetando os seios nus. Essa “moda” era inspirada na Deusa com Serpentes, ideal feminino da época. Na Idade Média, surgiram os ancestrais do corselete. Um deles era a cota, uma túnica com cordões. O outro era conhecido como bliaud, uma espécie de corpete amarrado atrás ou nas laterais, que apertava o busto como uma couraça e era costurado à uma saia plissada. O sorquerie era uma cota muito justa também conhecida como guarda-corpo ou corpete. E havia ainda o surcot, um colete enfiado por cima do vestido e amarrado.Só no final da Idade Média, em torno do século XV, durante o ducado da Borgonha, é que as mulheres nobres passaram a usar um largo cinto sob o busto que, além de sustentar os seios, faziam com que eles parecessem mais volumosos  Somente no século XVIII é que as mulheres começam a respirar, literalmente, um pouco mais aliviadas. É que as hastes de madeira e metal foram substituídas pelas barbatanas de baleia. Os decotes aumentaram e os corseletes passaram a ser confeccionados para comprimir a base do busto, deixando os seios em evidência. Também foi nesta época que os corseletes ganharam sofisticação. Eram bem trabalhados com bordados, laços e tecidos adamascados. E, a partir de 1770, junto com as idéias iluministas que culminaram com a Revolução francesa, houve uma espécie de cruzada anti-espartilho. Médicos, escritores, filósofos militavam contra os corseletes. No século XIX, as crinolinas (anáguas confeccionadas com tecidos rígidos, feitos de crina, para armar as saias), praticamente desapareceram. Mas o corselete permaneceu na moda. Em 1832, o suíço Jean Werly abriu a primeira fábrica de espartilhos sem costuras. E, em 1840, foi lançado um modelo com um sistema de de cordões elásticos. Isso permitia que a mulher pudesse, ela mesma, vestir e tirar a peça sozinha. Além do corselete, as roupas íntimas eram compostas por calças que chegavam até os joelhos, cheias de babadinhos. Do século XV ao XVI, durante o Renascimento, a roupa íntima feminina ficou ainda mais rígida. É nesta época que surgiu o corps piqué, um corpete pespontado que apertava o ventre, afinava a cintura e deixava os seios com aspecto de cones. Esta peça era construída com uma haste, que muitas vezes era feita de madeira de buxo ou marfim. Havia, ainda, uma haste de metal central que, em alguns modelos, chegava a pesar até um quilo.  Essas hastes eram trabalhadas com gravuras e inscrições, pois, de acorddo com os costumes da época, podiam ser retiradas e exibidas em sociedade depois de um lauto jantar. No entanto, estes corpetes começaram a causar polêmica entre médicos esclarecidos, pois comprimiam órgãos internos, causando entrelaçamento de costelas e até a morte.
A partir de 1900, o espartilho começou a se tornar mais flexível. Os balés russos de Serge de Diaghliev faziam muito sucesso em Paris. E seus trajes neo-orientais inspiraram costureiros como Paul-Poiret e Madeleine Vionnet que inventaram roupas que formavam uma silhueta mais natural. Em 1904, a palavra soutien-gorge (sutiã) entrou no dicionário francês.
E em 1913, Mary Phelps Jacob inventou o sutiã, vendendo a patente para a Warner Company. No ano seguinte, 1914, com o início da Primeira Guerra Mundial, a mulher teve de trabalhar nas fábricas. Isso fez com ela precisasse de uma nova lingerie que lhe permitisse movimentação. Por isso, o espartilho foi substituído pela cinta.

OUTRAS FONTES: http://entrerios.wordpress.com/2009/03/21/a-volta-do-espartilho/

Os primeiros espartilhos surgiram no século XVI e a principio eram usados com um único intuito: disciplinar a postura. Com o passar do tempo a peça conquistou o guarda-roupa feminino e se transformou em um forte aliado, pois controlava o que podemos chamar de formas naturais do corpo, ou seja, davam suporte aos seios, deixavam a coluna ereta, mantinham a cintura em seu devido lugar e, não bastasse isso, eram símbolo de sensualidade e elegância.
Naquela época, como vocês já devem imaginar, os espartilhos eram confeccionados com materiais rústicos e não muito confortáveis, como por exemplo: junco, tecidos pesadamente engomados (que atualmente são usados em tapeçarias, entre outros) e cordões. Foi exatamente por isso que no decorrer século XX, com a chegada do sutiã (feito de algodão), as mulheres acabaram largando mão dos espartilhos. A regra básica agora era conforto, ainda que isso significa-se perder todos os benefícios citados no começo do post.

Corset versão atual

Só agora, no início do século XXI, com a constante reinvenção da moda e o avanço da tecnologia os corsets (como também são chamados) fizeram as pazes com as mulheres e voltaram ao guarda-roupa feminino. Os materiais de hoje, obviamente, são outros e os acabamentos então nem se fala.

Corset x corpete


Apesar de ser estruturado e ter costuras reforçadas, o tradicional corpete de tafetá de formandas está longe de ser similar ao corset.
O corset é uma peça rígida, resistente, construída através do uso de entretela e várias camadas de tecido. Sua compressão se deve tanto a esses materiais quanto ao posicionamento das barbatanas, geralmente feitas de aço flat. A finalidade do corset é estética: sua compressão constante acaba por deslocar para dentro as costelas flutuantes e, a longo prazo, altera a silhueta. Coisas que um corpete não faz.

Corpete


Corset: saiba o que é e como é essa peça. Foto:DivulgaçãoCorset preto feminino. Foto:Divulgação

Possivelmente a opção mais democrática entre os quatro modelos, o corpete não se trata de uma peça de lingerie, pelo contrário, ele é aquela versão que faz a adaptação do underwear para o outerwear. Ele é inspirado no corset, mas se trata de uma blusa com barbatanas (geralmente de plástico), fechadas com ilhóses ou zíper.

Corset: peça da indumentária do século XV em alta na moda feminina.

Confeccionada tanto em tecidos planos, quanto com materiais elásticos, essa peça se diferencia do corset por não possuir uma modelagem tão estruturada. Seu decote amplo e shape ajustado ao corpo valorizam o busto feminino, fazendo dessa uma opção a ser considerada por mulheres com busto pequeno.

Corselet

De corte mais solto e de ares mais casuais, o corselet é, entre os quatro modelos aqui destacados, aquele que se mostra menos rígido. Ainda que acinturado, ele não foi desenvolvido com a finalidade de reduzir medidas como o corset, podendo ser encontrado em variações fetichistas elaboradas com barbatanas de plástico e confeccionadas em malhas.

Espartilho

O espartilho, por fim, é a versão mais atual de todos os quatro, tendo sido inspirado nos shapes básicos e no visual sexy do corset e do corselet. Apesar de manter a mesma modelagem, ele apresenta menos camadas de tecidos e, portanto, é consequentemente menos rígido e estruturado.

TIPOS ATUAIS DE ESPARTILHOS :

UNDERBUST São corsets abaixo do busto, devem ser usados com blusas por baixo, o que garante uma maior diversidade de combinações e variações de uso da peça. Podem ser usados por cima ou por baixo da roupa, tudo depende da finalidade de seu corset. OVERBUST São corsets inteiriços, podem ou não ser usados com segunda pele por baixo. Geralmente, menos versáteis do que os underbusts. TIGHT LACING – MIDBUST Corsets especiais para o treino de redução de cintura, em tecidos leves e com detalhes mais discretos que não comprometem o uso e a versatilidade do corset. WAIST CINCHER São bem menores do que os underbusts e seu trato é somente na região da cintura, não cobrindo o tórax e a bacia. Também podem ser usados por cima ou por baixo da roupa, tudo depende da finalidade de seu corset.

Você pode adquirir seu espartilho na loja física ou no SITE da loja Black Rose, lá você encontra inclusive modelos plus size

Em busca de respostas? Eu também, então deixe seu comentário, opinião ou sugestão que lerei com muito carinho

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