"COMO É DIFÍCIL SER EU!!!": Vida Adulta X Estilo Underground de Ser

 Hello, my dears!

Eu sei que vocês estão insatisfeitas (os) com a frequência das postagens no blog, que andam escassas de uns tempos para cá. Mas eu digo uma coisa: FALTA TEMPO. Sim, my dears, por incrível que pareça. Minha vida anda numa correria desgraçada, a da Bárbara também; e a da Akasha, eu nem sei. Quanto a mim, dou aulas de dia e vou à faculdade à noite, e no meu tempo livre tenho que preparar as minhas aulas, além de (tentar rs) cumprir com as minhas obrigações acadêmicas. E tenho de descansar um pouco, porque eu também sou gente né rs…

Enfim, essa situação me fez ruminar (O.o) uma ideia que eu concebi há anos e que me arrepiava os cabelos coloridos: Como eu vou construir uma vida decente (vulgo: estudar e trabalhar) SEM DEIXAR DE LADO O MEU ESTILO PESSOAL? Sim, porque muita gente pode considerar a preocupação com o visual uma coisa de gente poser e fútil, mas para mim não é assim que “a banda heavy metal toca”. Claro que eu não vivo em função disso, mas eu me preocupo SIM. Afinal, isso faz parte da minha pessoa, é um reflexo nítido da minha personalidade e me faz sentir muito bem; e eu não tenho a mínima intenção de deixar isso em escanteio.
Agora, cá entre nós, todos  estamos can-sa-dos de saber o quanto é diícil sermos aceitos pela society do jeito que nós somos – pagodeiro? Pode; Funkeiro? Pode; “Sertanejeiro”? Pooode; Qualquer outra coisa? Pode… Agora, rock ‘n’ roll?? Headbanger ??? NÃO pode!!! Gótico ???? PIOROU!!! “Quê??? Esse povo estranho/tatuado/drogado/satânico/etc.??? NUNCA!!” –  É, minhas caras e meus caros, é isso o que acontece. E não parece que as coisas vão mudar tão cedo, creio que não mudarão nunca.
Por isso, o objetivo deste meu post não é mandar mais um “fuck-you-I-don’t-care” para a sociedade, apesar de eu não ligar mesmo rsrs, mas enfim. Quero aqui refletir um pouco sobre o assunto e tentar mostrar formas de contornar a situação, além de outras observações (se eu me lembrar delas até o fim do post aushauhsaa).
Que tédio esta vida de pobre que tem de trabalhar rsrsrs…
Primeiramente, eu acredito que essa preocupação ocorre, na maioria das vezes, com pessoas que ainda estão da adolescência, ou saindo dela ( o que não é o meu caso, pois já estou velha ). Fase em que a gente fica muito insegura (o) a respeito da vida e SIM, vive em função do que os outros pensam, seja em maior ou menor escala. Há a necessidade de se impor no mundo e a maioria faz isso através de vestimenteas e afins. A ideologia faz parte, claro, mas o que os outros enxergam é a aparência, por isso é que estou dando ênfase à ela nessa conversa. E a chateação começa quando a gente gosta muito do que é e nem cogita a ideia de abrir mão disso. Às vezes eu pensava: “Putz, como é que eu vou fazer agora??? Vou ter de virar mais uma mosca morta nesse mundo?? Mas que m*rda!!!”
A resposta que eu tenho agora é NÃO
Na verdade não é ruim como se pensa, exceto pelo cansaço rs. Quando se aprende a encarar a realidade e se assume as responsabilidades que esta exige, cria-se até uma vontade maior em se manter como sempre foi – Porque uma coisa eu digo: Quando se é adolescente, nós adotamos um visual porque queremos mostrar ao mundo quem somos; depois de um tempo, se a gente quiser a atenção do mundo, nós muitas vezes deixamos isso de lado, nos conformamos e nos tornamos apenas mais um (a) na multidão. E isso sim é deprimente.
Convenhamos que pequenos sacrifícios têm de ser feitos, como por exemplo, para quem tem cabelos coloridos: Vocês terão de mudar, a não ser que as suas áreas de atuação permitam que vocês usem um lindo cabelo azul turquesa. Mas isso é fácil de resolver: Arrumem algumas mechas sintéticas, assim vocês se divertem, não se enjoam dos seus cabelos e ainda não os detonam! Ou então partam para as perucas kkk 
Piercings também são possíveis: deixem para usá-los depois do expediente (como eu faço); ou então, infelizmente, nem façam. O mesmo digo a respeito das tattoos: façam em locais que (se necessário) possam ser cobertos, e fica tudo certo. Quanto às roupas e maquiagens, é só ponderar as coisas, aguentem firme e deixem as superproduções para depois que vocês “baterem o cartão” rs. Aliás, é sim possível ir trabalhar sem deixar de lado o seu estilo, a não ser que vocês trabalhem de uniforme, feito eu rsrsrs. E lembrem-se que eu não estou ditando regras aqui, apenas quero ajudar. Nada as (os) impede de ligar o foda-se ^. ~
Bem, creio que isso é o que basta. Quanto às suas filosofias de vida, isso diz respeito somente a vocês e a quem vocês quiserem que saiba, não vale a pena perder tempo querendo “se explicar” para o mundo, porque o mundo não tem capacidade de entender a sua autenticidade. Minha dica é: Desencanem, mantenham o estilo que vocês quiserem e aproveitem as vantagens de ser uma pessoa adulta rsrs!!! Afinal, estudando e tendo um emprego vocês poderão gastar com as roupas que quiserem, com a cultura que quiserem e tudo mais que vocês quiserem! A não ser que vocês sejam ricas (os) rs… Mais “true” do que provar para todos o quão autênticas (os) vocês são, é conseguir segurar a barra das suas obrigações e ainda sim manter-se firme e forte sendo sempre vocês mesmas (os).
BE FREE!!!
Bem gente, acho que por enquanto é isso. Eu até tinha mais coisas para dizer, mas estou cansada e esqueci rs. Talvez eu retorne a este assunto num próximo post. Eu sei que o que eu disse aqui não tem nada de diferente e que isso não vai revolucionar a vida de ninguém, mas é uma experiência que é real e pela qual eu passei (na verdade ainda estou passando), e acredito que muitas outras pessoas também.
Espero que vocês tenham gostado do post e, por favor, não deixem de comentar. Aproveitem também para dar sugestões de temas que vocês gostariam de ver abordados aqui no blog.
See ya ♥

10 Responses to “"COMO É DIFÍCIL SER EU!!!": Vida Adulta X Estilo Underground de Ser”

  1. Puts, adorei o post.Tudo falado tem muito de verdade.Infelismente.

  2. É bem por ai mesmo,em cidade pequena principalmente (que é de onde vim).Já aqui em Curitiba quando vi cabeludos e tatuadas trabalhando em lojas que não eram Undergrounds eu vi o choc e a diferença de um lugar para outro.Estudei sobre apresentação pessoal e em alguns casos faz a diferença sim, mas ,no geral isso geralmente é culpa das pessoas que estão despreparadas e não conseguem adaptar seu estilo próprio com suas profissões.Confesso que houve uma época que andei mais "normal" por lidar com o público mas não deixei meu estilo de lado.Até pouco tempo atrás mesmo trabalhando em um escritório estava com os cabelos azul,mesmo sendo um local meio informal eu respeitava as outras pessoas.E sim tem que haver respeito entre as pessoas para que aconteça a aceitação.Tenhop quase 25 anos e sou casada,tenho responsabilidades desde muito cedo, e mesmo questionando e sendo questionada por vezes,absorvo apenas aquilo que é útil para mim,afinal não é porque casei e envelheci que deixarei de frequentar e usar aquilo que gosto,como disse é uma questão de adaptação e mostrar que você é muito mais do que um visual agressivo.Somos humanos, e a carcaça é apenas um adereço.Mas acho deprimente muitos que se prendem ao "teen spirit" e saem da realidade.Você pode ter seu visual, mas em certos momentos deixe a parte digamos que "caricata" de lado, afinal usar apenas componentes do seu estilo no dia-a-dia não é ser menos você,sucumbir e nem componentes usar por conta da opinião dos outros ai sim é deixar de ser você.E o meu cabelo azul?Está castanho e com algumas mechas roxas,ao contrário da cidade que eu vim, aqui as pessoas não são discretas ao reparar uma negra de cabelos coloridos.E já ouvi ofensas,como não posso mudar a educação de alguns decidi mudar, sem deixar o colorido dos cabelos.Mas nem todos os lugares são iguais aqui, que aceitam cabeludos, e tatuadas extremas,e mais uma vez é questão de adaptação.Meu irmão tem tatuagens em lugares que não se pode ver (ele ainda está no interior de sampa),eu não tenho piercing,e tento não ir com um visual tão agressivo para trabalhar,apenas alguns itens que denunciam meu estilo.Maquiagem,mais básica possivel,afinal nessa correria é mais pratica também,o cabelo preso não chama tanta atenção assim para as pontas coloridas.Mas confesso que quando eu trabalhava de uniforme eu até gostava.Mas para finalizar (porque falei muito):Respeitem, mesmo que o outro não faça isso contigo,independente do seu estilo.Afinal quem julga o outro ser pela carcaça não deve respeitar nem a si mesmo.Kuss

  3. Pois é… Estou passando por isso tbm. Ainda mais que moro no interior. Quando eu era novinha, estava precisando de uma grana extra e fui trabalhar temporariamente em uma loja, mas quando a dona viu meu estilo, me barrou sabe? E ficou na cara que era isso a causa dela não me aceitar. Infelizmente, em todos os meus empregos, mesmo trabalhando em escritório. Tenho que ficar como "mais uma na multidão" as vezes entro em crise, como se estivesse perdendo minha identidade, ou sei lá… Devo ter um alterego pro trabalho, que se veste como a massa. ahushaushaushaOs que sofreram mais, foram os meus amigos… Tiveram que cortar os lindos cabelões, isso me deixou furiosa! ¬¬ Vejo nossas fotos quando éramos adolescentes e… Aff! Mundinho injusto e ditador de molduras. Amei seu post viu? Bjs!

  4. Mandou super bem, Duda. Nem preciso dizer que concordo contigo, não é?Beijos

  5. Eu me vi quando você disse do "lindo cabelo azul turquesa"! O meu eu cortei porque já não tinha mais tempo de cuidar (e QUANTOS cuidados!), mas dá saudades, viu!Concordo com tudo que você disse!

  6. realmente Eduarda,apesar de eu ter 13 anos na minha escola todos sabem que sou gotica(creio eu que seja por isso que so tenho 1 amiga e o resto sao todos meninos),ate que um dia me perguntam se eu sou da seita de sata,isso so por que sou gotica achei isso o cumulo da crendice popular,por que realmente acho que os goticos nao tem nada a ver com o diabo ou o raio que parta ,mas fora isso adorei seu post e falou tudo

  7. Poxa, a realidade é triste neh?!Eu comecei a trabalhar com 15 anos [pq queria o meu dinheiro] e moro em cidade pequena, então nem na minha adolescência eu pude com a minha 'grana' realizar os meus desejos de identidade [pintar o cabelo de roxo, fazer uma tattoo visível…] e até hoje eu não realizei esse desejo, pois trabalho em um escritório Administrativo e li dou muito com: gerentes, sócios, etc. Tattoo/piercing é aquele esquema, tudooo escondido…excesso o do nariz que é "aceito" pela sociedadesendo assim, não me infernizam TANTO p/ tirar. [mais já pediram!rs…se soubessem o do meu septo x.x hahaha]Mas mesmo eu me podando de várias coisas, muitos sabem do meu estilo… acho que mesmo sem se caracterizar, o carater que temos diferenciado fica muito visível!P.S.: então né… já vi em jornais recentes que os "roqueiros" estão começando a ter o seu destaque nas entrevistas de emprego, pois estão sempre ligados a vários assuntos, e sempre tem um ponto de vista concreto, ao contrário da maioria do pessoal. *Eles já notaram que aparência não é tudo, então, libera essa 'por**' logo.*Pamela

  8. Oi, gente!! Obrigada pelos comments!!! = DPois é, e olha que tudo o que eu disse aí não tem nada de novidade ¬¬'…Olha, Lauren, eu tbm já tive esse problema de "perda de identidade" rsrsrs, ficava péssima com isso.Eu também sou do interior e sei muito bem como é mais complicado, na cidade onde eu morava mal havia emprego, menos ainda para uma pessoa como eu rsrsrs O.o. Mas eles que se afundem naquela mediocridade deles, não preciso de nada de lá aushauhsaa…Essa de esconder tattoos e piercings é clássica, eu tenho um de argolinha no nariz e sempre tiro pra trabalhar, já para não dar "pano para a manga" rsrs. Hehe o cabelo roxo eu já tive duas vezes ♥___♥, só a tattoo que não. Mas é porque eu ainda não havia decidido o que tatuar, mas agora eu já sei e assim que puder vou fazê-la = ). Outra coisa tbm é que eu nunca fui aficcionada por tattoos, por isso nem ligo muito.Mas ainda vou conseguir um cabelo azul turquesa, viu Giuliana?? Acho digníssimo rsrsrs ^ ^Então, Beatriz, isso pelo que vc está passando é uma situação inevitável para todos que curtem uma cultura underground, vc ainda vai pasar muito por isso. Mas nem esquenta que não vale a pena ^.~Pamela, o foda de cidade do interior tbm é que a gente nunca acha coisas das quais a gente gosta, mesmo se tivermos alguns trocados no bolso. Eu mesma só fui achar o que queria através da Net, e eu só fui ter net em casa depois dos vinte anos kkkkk, antes disso eu me virava com o que tinha mesmo rs. ^ ^Gostei muito do que vc disse, viu Marcela Ziemer?? Concordoo ♥Bem, gente, acho que é isso. Perdão se eu me esqueci de alguém e, mais uma vez, muito obrigada pelos comments!!!Bjãão ♥♥♥

  9. Eduarda, sou mais uma a concordar ctg pq vivencio… Fazer o que? Mas concordo quando você diz que seria legal a gnt ponderar, pq sabemos q ser gótico n é estar ''MONTADO'' rs, 24 hrs por dia, o importante é saber quem nós somos. Fazia um curso na Unicsul e meu prof me olhou com uma cara de "essa porra vai entrar na minha aula?" e eu só estava vestindo uma saia longa vermelha e preta, uma make +/-, nada demais (ao – n p/ nós kk)…Surpreendo as pessoas quando digo o que sou e vem aquela clássica "ai, olhando asssim nem parece'' (…)É foda, mas somos superiores a eles só por parar e refletir sobre, disso tenho certeza.Gurias (Barbara e Eduarda), boa sorte pra vcs, essa vida corrida é foda! Eu nem faço facul ainda, e meu blog n tá smp atualizado como eu gostaria; n sei pq nego n se põe no lugar de vcs em vez de reclamar sobre isso…;*Parabéns pelo Blog! (:

  10. Muito bom! adorei o post, bom é bem complicado tenho 14 anos e minha mãe não aceita(goticismo)está difícil rsrs sem contar que sempre vem insultar dizendo "é fase passa" mas sabemos que é além de "gostar" é viver dentro,é ser

Em busca de respostas? Eu também, então deixe seu comentário, opinião ou sugestão que lerei com muito carinho

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