PLAY IT LOUD


Caros leitotes, olá ^ ^

O Outono é minha estação favorita, e curiosamente é nessa época que eu mais me perco na música de uma das bandas que estão entre as minhas favoritíssimas: SENTENCED. Por este motivo, resolvi dedicar o post de hoje à eles, sem falar que, creio eu, dicas de música são sempre uma boa pedida. E essa banda é muito especial para mim.
Desde já eu gostaria de deixar claro que eu não estou aqui para levantar questionamentos no que diz respeito ao fato de a banda ser goth ou não (já que para mim, não é mesmo, embora eu acredite que a temática deles se encaixa bem no contexto). Então let’s go.

WHEN DEATH JOIN US…
Sentenced é uma finada banda finlandesa que surgiu no final da década de 1980. Foi fundada pelos guitarristas Miika Tenkula e Sami Loppaka juntamente com o baterista Vesa Ranta, e inicialmente eles faziam um som Death Metal, vertente esta que estava em destaque na cena nórdica da época. Sua primeira demo tem um título bem sugestivo: “When Death Join Us…”, com ele nós já podemos ter uma ideia do que a banda nos apresentaria rs…
Tempos depois juntou-se ao Sentenced o baixista/vocalista Taneli Jarva (substituindo o posto de Lari Kylmänen), que fez parte do line-up da banda nos três primeiros álbuns e em seus respectivos EP’s. Segundo a “homegrave” oficial do Sentenced (http://www.sentenced.org/), a banda deu início ao “boom” do metal finlandês, ao lado de bandas como Amorphis e Waltari, e abriu o caminho para diversas bandas como Children Of Bodom e Nightwish.
Porém, depois de lançado o terceiro álbum, Amok, Taneli deixou o Sentenced, desgastado pela vida rock ‘n’ roll levada ao extremo (hehe). Uma grande mudança na sonoridade do Sentenced estava para acontecer.

KEEP MY GRAVE OPEN, OPEN WIDE
Ville Laihiala foi recrutado para ser a voz do Sentenced e junto dele veio o baixista Sami Kukkohovi, e a fase Death Metal da banda foi encerrada com o lançamento do álbum “Down”. A música do Sentenced tomou um rumo mais melódico e com influências mais “rock” (na minha opinião, principalmente em “Down” e em “Frozen”), mas sem nunca deixar para trás toda a sua melancolia e amargura tão características. Particularmente esta é a minha fase favorita da banda, onde estão os álbuns que mais me emocionam, principalmente o “The Cold White Light”.

LOWER THE FLAGS
Como tudo o que há de bom nessa vida tem um fim, assim também aconteceu com o Sentenced. Em 2005 foi lançado “o canto do cisne” da banda: “The Funeral Album”. Todos os integrantes decidiram encerrar com as atividades do Sentenced e seguir cada um o seu rumo. Eles também lançaram um cd/dvd intitulado “Buried Alive”, com o registro do show de despedida, realizado na Finlândia. Infelizmente, até onde eu sei, a banda nunca se apresentou no Brasil.
A tristeza dos fãs até hoje é grande, e as já remotas esperanças de um retorno foram aniquiladas com a morte de Miika Tenkula em 2009, eu não sei exatamente qual foi a causa de sua morte, mas especula-se por aí que foi devido ao agravamento de problemas relacionados ao consumo de álcool.

FOR THOSE WITH HEARTS OF EVER-FROST
Agora eu vou falar um pouco a respeito da temática do Sentenced, pois é ela justamente o que me faz gostar tanto deles. Para mim, a sonoridade apenas complementa a qualidade das letras.
Suas músicas são regadas à dor, amargura, melancolia, ironia, um quê de amor, desespero, desapego, desistência, anseio pelo fim. Isso só para dar uma ideia básica. São letras que nem se eles quisessem soariam superficiais, e sempre tem alguma que descreve perfeitamente certos momentos que nós passamos, mas é claro que isso vai variar de pessoa para pessoa. Pelo menos comigo isso acontece muito. Um dos momentos que fazem a minha ficha e o meu queixo caírem a respeito do sentido da vida é quando eu ouço a música We Are But Falling Leaves. Não vou mostrar a letra aqui para não prolongar ainda mais o post.
Entre minhas canções favoritas estão The Suicider, Despair-Ridden Hearts, Her Last Five Minutes, We Are But Falling Leaves (como eu já disse), For the Love I Bear, Drain Me, Dead Moon Rising, Farewell, Dance on the Graves, You Are the One, Nepenthe, Cross My Heart and Hope to Die, Ode To The End, Blood and Tears, Lower The Flags, When The Moment Of Death Arrives, Northern Lights, Killing Me Killing You, Bleed in My Arms, No One There, Crumbling Down (Give Up Hope), Grave Sweet Grave… Bem, seria melhor eu citar todas de uma vez rsrs…

DISCOGRAFIA BÁSICA DOS “NORTHERNMOST KILLERS THEMSELVES
Shadows of the Past (1991)
North From Here (1993)
Amok (1995)
Down (1996)
Story: A Recollection (1997)
Frozen (1998)
Crimson (2000)
The Cold White Light (2002)
The Funeral Album (2005)
Buried Alive (2006)

Atualmente, a divindade aí em cima segue firme e forte com sua banda Poisonblack, que de projeto paralelo ao Sentenced passou a ser sua banda principal, inclusive com um álbum recém-lançado agora em 2011. Mas este já é assunto para outro post…

Espero que vocês tenham gostado do post de hoje e por favor não deixem de comentar, ok? Aproveitem para sugerir temas que vocês gostariam de ver abordados aqui no blog.

See ya.

11 Responses to “PLAY IT LOUD”

  1. Que legak, Eduarda! Eu não conheço essa banda, só de nome mesmo ^^Mas vou procurar conhecer, parece ser bem bacana, principalmente as letras ^_~Beijo

  2. Não sou um grande apreciador de metal,mas vou ver qlq hora dessas…Outono é legal…tem as melhores frutas…hum laranjaaaaa :pMas ainda sou fã da primeira manhã de primaveira,por mais gay que possa parecer é um dos meus dias favoritos…abraços

  3. Hehe valeu, gente, espero que vcs curtam. Bjos.

  4. Ótimo post!Sou grande fã do Ville *-* E sim "Drive" foi o ultimo album do Poisoblack (muito bom por sinal).Véei, não sou muito chegada no Sentenced, pois a banda muda muito de um álbum para o outro!;*

  5. Rsrs obrigada Angel. Já eu sou mais fã do Sentenced, e acho até legal essa mudança toda na sonoridade da banda, não me incomoda, deve ser porque eu os amo rsrsrs. Mas é muito comum essa rejeição à mudanças, a maioria das pessoas gosta que suas bandas favoritas continuem sempre do jeito que elas são, isso acontece comigo também, mas não no caso do Sentenced ( e do Ville *.* ). Bjoss.

  6. kkkk' Sim, deve ser isso mesmo. Falando no Ville, cada álbum é um timbre de voz? Não sei na época do Sentenced, mas no Poison ele muda mt, de gravíssima para mais leve/rouca… Enfim. É próprio dele! kk'E amei sua foto. Queria eu ter uns cds originais das minhas bandas, mas fui ver um nas Lojas Amer. e tava meio salgado. Essas questões de impostos…;* Obrigada pela atenção em responder os comentários.

  7. Olá. Olha, a voz dele no Sentenced muda um pouco também rsrs, nos álbuns Down e Frozen ela tem um timbre mais, digamos assim, "rasgado"; no Crimson já rola um meio termo entre esse timbre com uma voz mais limpa, no Cold White Light predomina mais a voz limpa/melódica, e no The Funeral Album está a que eu considero "melhor performance" dele nos álbuns do Sentenced rs, onde rola um meio termo tbm, mas que cai mais para o vocal mais limpo.Obrigada pelo comment ^ ^ e "estamos aí".Abraços.

  8. Ah é. Dá uma olhada no site Paranoid Records, lá eles vendem alguns cds do Sentenced e do Poisonblack e os preços, eu até que considero bons (isso porque eu sou uma pão-dura incorrigível rsrsrs).= *

  9. Sou muito fã do sentenced,do falecido mikka tenkula,sami lopakka,vesa ranta,sami kukohovi,e principalment ville laihiala agora no poisonblack,minha preferida deles eh o no one there,quem ja viu o clip dessa muita ja dev tr se emocionado,muito tocant,nunca pensei que pudsse encontrar fas da banda ativos ainda em 2012,puxa essa banda traz saudads,quem dera eles nunca terem sidos separados.

  10. olá, também sou um grande fã da banda há muitos anos e pra dizer a verdade nunca conheci algum outro fã perto de onde eu moro, escutei todos os albuns deles inclusive os antigos, mas realmente não existe nada igual a eles na fase Ville achei seus comentários muito bons e acho que poucos são capazes de compreender realmente o que uma banda como essa pode significar na vida de alguém, as letras de grande parte das músicas são verdadeiras obras, é de longe minha banda favorita e uma das maiores perdas do mundo do Metal, é uma pena que nunca tenham vindo pro vindo pro Brasil mesmo.Comecei a colecionar cds vinis e até fitas cassete deles, há um bom tempo e hoje já tenho uma grande coleção de itens deles, e continuo na procura.Bom conhecer outros fãs.

  11. Luis Monteiro Says:

    Muito bom..minha banda favorita, vc disse tudo que eu sinto pelo Sentenced** Parabéns!

Em busca de respostas? Eu também, então deixe seu comentário, opinião ou sugestão que lerei com muito carinho

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