O preconceito é um inimigo antigo que se mantém sempre a espreita, seja no trabalho, nas ruas, na escola. Ele se apresenta em várias formas, sobre vários aspectos e tem como alvo vários motivos, muitas vezes supérfluos, incluindo o simples fato de você optar por ser diferente, ouvir músicas diferentes e principalmente, optar por um estilo visual alternativo.

Geralmente atribui-se na sociedade uma imagem negativa aos roqueiros, uma imagem pessimista associada a drogas e comportamento violento, quando acredito ser bem ao contrário. A, em média, 6 anos trabalhando na galeria do rock, encontrei um lado muito bom no mundo do rock, um lado de companheirismo, de divertimento, de coragem em meio as tribos, principalmente na tribo gótica, que em suma são tão ligadas a ponto estéticos, culturais e musicais que não sobra tempo para um mundo de violência.

Sonhar com um mundo longe de preconceito seria ingenuidade de minha parte, mas se preocupar com que o mundo “normal” espera ou pensa de mim também seria, quando tento pensar em formas de ser feliz. Cheguei a um patamar que não me importo a ponto de querer responder a altura aquelas ofensas de pessoas que se dizem “normais” na rua, procuro sempre pensar que que as ofensas vem de pessoas que não me conhecem, e chego a me compadecer com elas, presas em uma vida comum, com aquela rotina esquematizada: “casa – emprego – casa – shopping – casa”.

É mais difícil para as pessoas ousarem do que se renderem a uma vida normal, é mais fácil apontar o dedo para um Dark e zombar dele do que assumir seus próprios defeitos. É como diz aquele velho ditado: enquanto você aponta um dedo para quem você zomba, tem mais 5 dedos apontando para você.

Como uma pessoa com longa experiência de ataques preconceituosos em locais públicos, como uma pessoa de mente aberta e apaixonada pelo que é diferente, eu digo: não tenha medo do preconceito, não tenha medo de se vestir de preto, de pintar o cabelo de cores diferentes ou estender a bandeira de sua tribo em suas vestes, não adianta lutar contra o preconceito xingando, se debatendo, brigando, você pode lutar contra isso se aceitando de tal maneira que todas essas ofensas não te atinjam, por que como eu já disso, nenhum desconhecido que te apedreja na rua conhece o coração grandioso que você tem.

Seja sempre você mesmo, seja quem for.

2 Responses to “”

  1. Olá Como vai?Bem, eu fiquei pensando uma meia hora no meu comentário, e a única coisa que veio á minha mente, é que a sociedade é hipocrita demais, frustrada demais para olhar-se no espelho e se assumir como é, olhar seus defeitos e se aceitar.Dai ficam julgando quem tem coragem para ser quem é!Cuida-teE por favor não pare de escrever=*http://perspectivalterada.tumblr.com/

  2. Sempre pensei que em São Paulo (capital) as pessoas tivessem a mente bem mais aberta para estilos diferentes, principalmente Dark. Ilusão minha pelo visto, mas no Rio também sofro muito preconceito, principalmente por causa da estilo "be young and happy" que predomina aqui.Detalhe, pregam esse estilo em uma sociedade completamente desesperada e necessitada de vias de escape para a vidinha medíocre e corrupta em que vivem.Concordo com o comentário acima: a sociedade é muito hipócrita.

Em busca de respostas? Eu também, então deixe seu comentário, opinião ou sugestão que lerei com muito carinho

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