Abristes um livro. Capa empoeirada e envelhecida, não havia título algum. Folheou as páginas e nada encontrara…o livro estava vazio? Seria com o objetivo de escrever algo nele?

Então o fecha. Mas a curiosidade, algo te chama, te clama, e não podes hesitar, não fugirás, penetrará em teus sonhos, abre este novamente.
Agora tinha letras, palavras e outros coisas mais surgiam…
“Este livro é doido?”
Mas o sentido real dele está dentro de nós mesmos.
Se é doido, porém não sabes, deves descobrir a loucura antes que se torne louca. Aprenda, clareie sua mente e leia com atenção cada palavra, pois apesar de simples e rápidas servem como manuais de saída para suas próprias vidas, apresentando um sentido evidente de todas as coisas, e se loucas forem ou não, deixariam de ser após sua reflexão. É como lhe dar uma chave, para usar em vários portões, mas cada um com seu manuseio especial e consequentemente não irás mais se assustar ,e sim pestanejar, às perguntas como: “Diga a verdade, Alice, já comestes um morcego inteiro?”
Os portões são como os do imaginário e do real.. podem se unir?
Não te espantes quando o mundo amanhecer da mesma forma e tu o enxergastes irreconhecível. Afinal existe duas coisas, o mundo realmente mudou? Ou tu não o reconhecestes?
Se as coisas mudam sejam para pior ou para melhor, elas ocorrem a todo momento, até sua forma de escrever, não é sempre igualzinha a do dia seguinte…entende?
Nossas indagações complexas como “O que ainda estou fazendo aqui?”, “o que realmente eu sou, o que pretendo? o que faço?”.
Quantas mais vezes tentasse aos poucos decifrar essa estranha charada chamada vida tão entranhada dentro de nossas almas, mais forte se sentirás. Não importa qual seja sua resposta, com tanto que ela exista realmente.
Outra coisa, é a solidão inevitável a todos nós. Nossas frustrações com os mais variados seres vivos, e experiências causam nossa insegurança, que muitas vezes vem “escondida” é quando você se sente sozinho ao lado de todos. Suas palavras ecoam na cabeça, mas não saem pelos lábios, uma sensação de fracasso, até de desconforto invade o próprio ser. Foi como Alice falou do fundo do poço: “estou tão cansada de estar aqui sozinha..”
A essência desse momento é que ela conseguiu sair daquele poço por mais fundo que aparentasse. A porta do poço! havia uma porta, é surpreendente, quando encontras uma pequena saída para o que parecia incurável como a dor humana. Não se fechar, apesar de se sentir fraco, é buscar a porta e sabe-la fechar e abrir, porque não conseguirias nunca sair pela entrada do poço, isso eqüivale aquela frase que todos conhecem “onde há luz ,há escuridão”, ou “Problemas sempre existem, nunca acabam, eles fazem parte da vida, você somente tem de diminuí-los e aprender com eles”
Observe os seres humanos, tão tolos. Todos praticam uma ação trivial, e ainda tem a presunção petulante de conseguir coisas boas. Estão sempre “na corrida infalível da vida ” vivem competindo uns com os outros, escritórios, empresas, tribunais, coisas tão desnecessárias, disputas até de amor?!
Chega o final e gritam “fulano ganhou!” e daí, o que lhe importou? um prêmio artificial. O que realmente importa é chegar ao tal ponto que se deseja, não se for um primeiro ou ultimo lugar, Uma vaidade fadigante e hipócrita ao ponto.
Todos pensam em ter a sabedoria pronta dentro do bolso, e vive errando e machucando e pedindo desculpas mil vezes, quando na verdade a desculpa seria somente algo educado, mas que não fizesse diferença, afinal você continua a errar. Isso se tornou normal. E erros servem para modificar, não para dizer “pardón”
Um ratinho abandonado um dia disse: “minha historia é longa e muito triste..” Ouvirás isso pelo resto da vida em trilhões de vezes, mas só sentirá tristeza quando presenciá-la.
Talvez quando se sentir cada vez mais exaurida, e perturbada dirás que a depressão é como uma moeda a cair, caem varias do bolso, e nunca percebem, a não ser quando há o momento em que elas surgem.
Alice uma vez disse “Devo estar diminuindo..” A vida pode ser um monstro sim, um ogro tão grande e feio, ou uma árvore de casco duro, de aparência assustadora no meio de uma floresta, e quando menos esperamos surgem cogumelos.
Da mesma forma que um hipopótamo pode virar uma formiga em pensamentos, não sejamos ingênuos, isso também ocorre a nós sem mesmo percebe-los.
O jeito é você rir de desespero por aquele hipopótamo ser tão grande e pesado sobre ti, e então, ele parece se tornar uma formiga.
Claro, que a vida não é fácil como parece em palavras, mas deveríamos guardar sempre em caixas do subconsciente, as coisas importantes da vida, para que quando estivéssemos sem fôlego, abríssemos a caixa, e respiraríamos mais uma vez.. Talvez sobrevivendo.. a sorte grande não pertence a todos.. talvez seja um mito..
Por fim, acho que abandonando aos poucos os complacentes do sofrimento, como o medo, pois isso seria mais uma peso, o ar não está tão toxico quanto antes.
Somos cheios de dor, vaidade, luxurias, inseguranças e tudo mais. Mais a dor é como um feitiço, que quando toma conta de ti, lhe deixa apaixonado sem saber, e o feitiço se vira contra o “enfeitiçado”.
Por isso Alice no país das maravilhas, após ter chorado um lago, invés de ter secado, se afunda em próprias lágrimas.

Em busca de respostas? Eu também, então deixe seu comentário, opinião ou sugestão que lerei com muito carinho

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