Ela tinha olhos de lente, grandes em suas orbitas e capitavam tudo num clique. Se ela explicasse ninguém entenderia, nem ela mesmo entendia como conseguia enxegar tudo em frames, como grandes fotos e flashes que saltavam diante dos seus olhos. Mas ela adorava aquilo.
Costumava guardar todo este mundo paralelo para si mesmo pois julga-se ser muito complicado (e muito chato) ter que explicar tudo o que via e sentia passo a passo, mas era orgulhosa do ser que era: uma garota forte, com instintos artisticos, que amava corsets, cabelos coloridos, câmeras fotograficas. Livros, letras de música e, acima de tudo: não temia nada daquilo.
Gostava da arte, não da contemporânea, talvez aquela pintada em livros dos ultraromantistas, gostava das letras rabiscadas em papeis, ou aquela coisa datilografada virtualmente em sites e blogs.
Gostava da música, dança, de roupas rendadas… gostava de cigarro mas se gabava por não ser dominada por vicios, gostava de gatos, de coca – cola de torpedos sms. Ela era uma camaleoa, usava azul no cabelo, vermelho na boca, verde escuro na unha e branco na saia, não ligava para o que pensavam sobre ela, gostava de ser de uma simplicidade diferente.
Via através de fotos, e um dia mostraria ao mundo sua visão, eles que se preocupassem em entender isso, ou não, não precisava das opiniões.

Em busca de respostas? Eu também, então deixe seu comentário, opinião ou sugestão que lerei com muito carinho

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