Sempre se colocou a pensar em como seria escrever uma historia sobre o encontro de dois desconhecidos. Já sentou-se horas na frente de um computador esperando uma historia fluir, já procurou milhares de inspirações em quadros, fotos, poemas, mas até aqueles tempos nada nunca o tinha tocado de uma forma que a fizesse colocar emoção de um momento em letras, em frases, em texto. Mas agora sabia muito bem o que escrever, sorria ao estar sentada na frente do computador sabendo realmente que palavras digitar, por um instante pensou seriamente se era assim que a historia deveria começar, se era assim que gostaria que realmente fosse, e obteve a resposta quando seus dedos percorreram o teclado e na tela apareceu:
“Era uma larga rua onde habitavam todas as espécies de indivíduos, e nela percorria separadamente dois desconhecidos. Ela a 1 minuto atrás chorava no banheiro…”
E assim a historia prosseguia, exatamente como havia sido vivida a dois meses atrás, o botão delete não era usado em nenhum parágrafo, pois ela não se arrependia de nenhuma palavra, e por assim ser, também de nenhuma atitude, sentia cada uma na pele por cada dia destes meses que se passavam e gostava muito do que sentia.
Dois meses, um tempo tão curto que entrava na memória como sempre existente ali, numa lacuna entre o tudo e o nada, era como estivesse acostumada sempre a uma presença tão inusitadamente nova ali, como se estivesse acostumada quando ele amarrava seu espartilho, ou como regulava o despertador e o mantinha longe na hora de se deitar, era como sempre conhecesse o sorriso, o cheiro, o beijo, tudo isto era absurdamente estranho para ela, mas era tão reconfortante, não mudaria nada, mas mesmo assim uma coisa teimava em mudar: uma saudade que batia por momento e outro, uma saudade saudável que desabrochava pela manhã e só se recolhia a noite quando o sono lhe apagava.
Olhou para o computador, as palavras apareciam em arial: “E com o tempo ela não sabia mais nem medir o quanto gostava dele, e sua presença continuava ali, como um memória presente, um espectro de carne… “
Olhou para fora da janela, a noite se estendia lá fora, o amanhã chegaria e traria ele com a próxima noite. Sorriu, como sentia sua falta.

One Response to “”

  1. como essa menina da história se tornou mole com o passar do tempo. que coisa😛 adoro essa moleza😀

Em busca de respostas? Eu também, então deixe seu comentário, opinião ou sugestão que lerei com muito carinho

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s

%d bloggers like this: