Ela tinhas suas esquisitices, por isso às vezes ria de si mesmo por uma delas ser suas pequenas guerras internas, eram simples, sem grandes influencias sobre sua personalidade, mas era como se tivesse dentre de si um ser positivo e o outro pessimista, e nesta noite o monstro pessimista dava suas caras para critica-la. O assunto entre os “monstros” (os apelidara assim devido à fome incessante com o qual a perseguiam às vezes) era apenas um nos últimos dias: “Ela devia ficar, ou devia ir!?”.
O monstro pessimista insistia em pedir para ela ir apenas por ela ter se apegado demais, e segundo ele isto era um ponto deveras frágil para uma garota que simplesmente decidira não ter coração, se ficasse corria o risco de com o tempo lembrar-se de ter um, e poderia até mesmo senti-lo bater, o que seria ainda pior quando chegasse a hora dele ser despedaçado de novo.
O monstro positivo, aquele que geralmente tinha maior força de equilíbrio dentro dela, dizia para ficar e permitir-se, segundo ele apegar-se era um bom sinal, a fazia sentir-se mais viva. O que o positivo achava mais importante era que ela gostava dele, daquela forma simples e errônea de alguém calejado, mas mesmo assim deveria apenas pensar nisso e ficar, apenas o tempo daria um rumo aquele apego.
E assim, nestas discussões internas rira alto, não dos monstros, mais de si. Não escutara nem um, nem outro, no final apenas ficara a olha-lo, murmurou para ele que às vezes queria ir, mas acima de tudo sempre queria ficar, nisso não tinha guerras, gostava dele.
Olhou-o de uma forma um tanto longa, mesmo com a pouca iluminação que vinha da janela e excitou-se.
Estava ali e continuaria, até que ele permiti-se e ela, apenas ela (nada de monstros, anjos ou demônios) consentisse.

2 Responses to “”

  1. é a segunda vez na semana que tu me deixa sem fôlego e sem palavras. simplesmente minha mente zera e nada se passa nela senão o que sinto por ti e aquilo que teimo achar estranho. nesses 3 anos desaprendi algumas coisas e esqueci do resto delas. ainda assim tu me surpreende, e com isso facino. não só por ti, mas por mim, que já havia esquecido como era se sentir alegre, contente, feliz por estar com alguém com quem me sinta a vontade em ser mole. por quê tu foi me dar ouvidos na augusta?

  2. Aquelas pessoas estranhas que andam em lugares estranhos, que se esbarram estranhamente e teimam em achar o que sentem sempre mais estranho ainda… mesmo assim se surpreendendo, e reaprendendo….Nem ao menos sei por que te dei ouvidos, mas sinto-me estranhamente a vontade contigo, até pra esquecer que sou o davy jones feminino =]

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