Acordou e cobriu os olhos com as mãos, ainda não se acostumara à nova cortina que ele instalou com tanto cuidado dizendo que era mais para ela do que pra ele, a outra tinha seu charme com suas árvores verdes, porém pareciam atrair os raios de luz para si transformando o quarto num ambiente iluminado a noite e que levava ela a cobrir os olhos para não ofusca-los com a claridão pela manhã.
Dormira pouco, mas sentia-se bem mesmo com as pontadas da ressaca que teimava em dar sinais em sua cabeça, lembrava de quando vira tudo girando, lembrava de quando apagara por algumas horas e lembrava de ter acordado ele que a protegia em seu sono para algo mais do que um beijo.
Era assim, acordava-se sempre perguntando o que fazia ali, mas no fundo sabia da resposta na ponta da língua mas não era uma coisa a ser dita, talvez nem para si mesmo. Gostava de vê-lo dormir e não menos atraente era vê-lo acordar, ficava quieta olhando–o passar apressadamente, num abrir e bater de portas moderado de quem precisa ainda trabalhar.
Nunca sabia quando ia vê-lo de novo por isso estes momentos lhe pareciam um tanto valiosos, não de uma forma tradicionalmente maçante e pegajosa, era simples e essa simplicidade lhe atraia.
Gostava dele, e era isso.

(continua…. um dia)

One Response to “”

  1. as pessoas se esquecem que a simplicidade é uma das coisas mais charmosas que existem. não há necessidade de plumas e paetes para coisas como estas.

Em busca de respostas? Eu também, então deixe seu comentário, opinião ou sugestão que lerei com muito carinho

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