Era uma larga rua onde habitavam todas as espécies de indivíduos, e nela percorria separadamente dois desconhecidos. Ela a 1 minuto atrás chorava no banheiro, misturava bebidas, dançava como se dissesse “Olha pra mim, assim não me sinto tão sozinha, tão perdida”, vamos acender um cigarro como distração barata e olhar o céu lá fora.
Ele é de quem não temos muitas informações, andava com as mãos no bolso da jaqueta surrada vindo não sei da onde, indo para lugar algum como se a estrada o guiasse apenas para seus pensamentos desalinhados.
Ele descia, ela subia, como uma distração barata, pelo caminho lá fora.
Eis que um dia os caminhos se cruzaram, a noite se abriu e o tempo parou
Eis que houve o toque, o beijo, a troca, o medo e a partida….
Eis que houve o encontro dos que passam distraídos, dos que perambulam sem esperar por algo, dos que esperam não sentir, dos que querem se desaperceber
Eis que houve a continuação, o fato, os dias, o apego…
… eis que voltamos ao medo, a insegurança, ao desejo….
…. eis que ficamos no silêncio.

Em busca de respostas? Eu também, então deixe seu comentário, opinião ou sugestão que lerei com muito carinho

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