Novo blog, será que dessa vez vai!?


Às vezes eu acredito que alguém deveria escrever um livro sobre mim. Não um livro biográfico, eu não sou ninguém, nem tive uma vida, pelo menos não uma vida tão notável que mereça pontos e virgulas a mais em páginas bem prensadas com capa verde e dura.

Tudo que eu sei é que eu penso demais, não sei fazer parágrafos nem capítulos, eu apenas penso demais e com tal intensidade que às vezes fujo da realidade e não sei qual o meu verdadeiro eu, ou meu verdadeiro caminho… Não sei se vivo da realidade que crio, ou crio a realidade que vivo, é tão insensato quanto minha insônia que prevalece sobre meu cansaço.

Eu sou simplória e pequena demais, mas mesmo assim acredito que sou tão grande como a lua por dentro, por que por dentro eu tenho um universo que se estende além das estrelas, como essa imensidão negra, a via Láctea.

No colégio eu era uma ótima escritora que começava os textos com palavras plagiadas de escritores mortos, e escrevia pequenas canções mentais de baladas que eu já tinha ouvido antes em algum lugar, mesmo assim eu me sentia tão bem por ter controle sobre as palavras, ter controle sobre isso é ter controle sobre o momento certo de chorar. Desde pequena acreditei que chorar na frente dos outros é fraqueza, e desde então tenho tentado não fraquejar. E tenho tentado muito, deus sabe o quanto tentei, deus com letra maiúscula, este que tenho brigado por tantos anos, às vezes dizendo acreditar e às vezes blasfemando não existir.

Como eram bonitos estes pensamentos eclesiásticos da juventude, esse pensamento místico de acreditar ou não numa força maior que poderia me mover, às vezes eu esquecia de quem era deus, mas quando me colocava em situação de perigo, logo começava a rezar palavras baixas, que só eu entendia, e acreditava que deus poderia entender também, e por este relacionamento mano a mano, igual para igual com Deus, é que acreditei ser do tipo iluminada.

Ser iluminada competia em ser uma pequena imortal sortuda, ou acreditar fielmente nisso. Isso também significa lidar de forma dolorosa com os maus momentos que a vida me presenteava, como se tudo aquilo fosse injusto e me acertasse de forma mais profunda por ter sido escolhida, é como aquela frase de Shakespeare: “esse mundo está fora dos eixos, maldita hora que nasci para endireita-lo”, e endireitar o mundo é ter que carregar por muito tempo seu peso, e é assim que me sinto muitas vezes até hoje, com o peso dos pecados de todos, inclusive a longa lista dos meus….

Em busca de respostas? Eu também, então deixe seu comentário, opinião ou sugestão que lerei com muito carinho

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